sábado, 7 de julho de 2012


Ah, o amor, entra pela porta da frente sem pedir licença, e vai invandindo, sem saber se é bem vindo. E senta ali no centro, ocupa todo espaço, e se esparrama pelo, naquela região ali, bem ali, no centro, no peito. Faz a gente espancar o cerebro e pensar com aorta.
E por causa desse amor a gente sofre, pisa, massacra, e faz que é feliz. Esquecemos de nós mesmos, e nos colocamos no lugar desse amor. E quando é assim, não é mais, não tem como ser. Porque o amor de verdade é tudo, menos perfeito. Mas que amor é esse que nos faz, não sermos? Que amor é esse que nos desrespeita, é egoísta, egocêntrico. Ah o amor....
Tem amor que não é mais amor, é outra coisa, é tudo, menos amor. Eh mania que a gente tem de dramatizar, de querer pular de um arranha-céu, fazer greve de fome, e morrer. Ah a morte, é todo fim do amor, a morte. Sim morremos nós, e morremos sós. Sim, sim, sozinhos, nascemos, crescemos, e morremos sozinhos. Assim é o amor. E como dizem, o mundo roda, a catraca gira...
E sim, vai passar, um dia passa, só não vale insistir no que não dá mais, não é mais, porque ai, vai ser um ser não sendo, querendo dois, não sendo um. E ser dois sozinho, é não ser ninguém.... 

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