sexta-feira, 29 de março de 2013

Os perigos de encontrar um novo-velho amor


Os perigos de se encontrar um novo-velho amor

Há sempre aquela desconfiança, uma dúvida no ar, uma pergunta que não quer calar, mas deve. É um querer invadir a privacidade do outro, saber quem foram, e porque foram,
E no final é somente tortura, essa dúvida, essa certeza, de que não se foi, que seu espaço no lado da cama foi preenchido por outro, ou o que é pior por outros, que nas manhãs de domingo era ele quem levava café na cama, sem que nem porque era ele quem mandava flores, e colhia o sorriso do sol.
É não reconhecer, mas ter que acordar, que ver e enxergar, que aquele espaço vazio devia ser preenchido, uma hora seria ocupado. Que a tua ausência se fez mais presente talvez do que você, em todo tempo que estiveram juntos.
É encontrar os amigos que nunca tiveram, é pensar se ali no meio de sorrisos tímidos e desconfiados há algum que já foi compartilhado por ela, mesmo que em segredo, na confidencia do infinito, sob uma lua de prata e um tapete de estrelas.
É lembrar das viagens que nunca aconteceram, das brigas que nunca tiveram que pedir perdão, e após uma tempestade de palavras e, uma trovoada de gritos, as pazes embaixo do edredom
E não tente revirar o passado dela, você não irá gostar, porque ela é linda, porque ela não anda, flutua, não ensina, insinua. E você sabe de tudo que ela é capaz e, buscando isso você estará se matando aos poucos, é um suicídio lento, paulatino dia-a-dia.
E o pior não é se matar, é matar com isso todas as expectativas, matar com isso todas as possibilidades, do reencontro, de toda a história que não aconteceu, é matar o amor.

MSALES