É interessante olhar pelo retrovisor, ver tudo que passou e está passando. A vida é mais ou menos isso, a direção de um carro. O passado é como olhar pelo espelho retrovisor, você consegue lembrar e ver até certo ponto, mas não pode se prender a ele, os anos são como os quilômetros, não se consegue ver além do horizonte, que a medida que o tempo passa, ou melhor a distância aumenta, se torna trêmulo.
O presente é como estar sentado no banco do motorista, ou do passageiro. No banco do motorista, você escolhe o caminho, você é o protagonista, no do passageiro você é apenas o coadjuvante, é guiado, e dependendo de quem está com você, independente do lugar que vocês ocupem, decidem juntos o caminho.
O futuro é olhar o horizonte que está à frente, pelo para-brisa, e temos aí a questão do horizonte novamente, que pelo passado e pelo presente, podemos imaginar ou idealizar o que está por vir, mas só podemos ver, ou melhor imaginar até certo ponto, pois não conseguimos ver além, não conhecemos a estrada que aos poucos nos vai sendo revelada.
Ainda temos os passageiros, ou melhor as pessoas que durante o percurso estarão ao nosso lado. Alguns começam a viagem mas não a completam, na verdade completam até onde é seu ponto de parada, não podem ir além, a viagem chegou ao seu fim para elas. Neste desembarque outra pessoa pode ocupar seu lugar, de repente o carro tem sua lotação completa, e a vida(viagem) continua seu ritmo. E entre embarques e desembarques, vamos conhecendo pessoas, vamos nos conhecendo e aprendendo.
Haverá momentos em que estaremos sozinhos durante o caminho, é nesse tempo que fazemos as contas da viagem(vida), olhamos pelo retrovisor, tentamos imaginar a estrada à nossa frente, e entendemos quem ficou(um amor talvez, os amigos com certeza), quem partiu(pessoas que simplesmente passaram para cumprir uma tarefa, uma missão, deixar um pouco de si, ou muito, e levar um pouco de nós, ou muito), quem permanecerá, ou talvez. Ficamos em dúvida do caminho percorrido, se deveríamos ter pego a contramão, ou escolhido entre seguir em frente, ter pego um atalho, ou simplesmente estacionado um pouco para respirar.
Em determinado ponto, alguém, uma pessoa estranha, ou conhecida, não sabemos, de repente alguém que desceu em alguma parada dessa viagem(vida), vai seguir, ou retornar, para estrada com você, só que dessa vez é diferente. Você percebe que essa pessoa não terá um ponto final, não terá que parar, percebe que vai seguir viagem, os caminhos que se enxergam levam ao mesmo lugar, não existem mais caminhos diferentes, nem atalhos, nem retornos, a vida vai seguir, a viagem vai prosseguir.
A vida é mais ou menos isso, é como um carro que temos que dirigir, precisa de cuidado, de manutenção, precisa também se arriscar na direção, a dúvida é a pureza do que pode ser, a certeza é de que vamos chegar a algum lugar, e chegar a lugar nenhum é uma triste escolha de estacionar e decidir não seguir, ou simplesmente de sentar no banco do carona e se deixar levar.
Simples de Coração
terça-feira, 28 de maio de 2013
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Hoje eu acordei com medo, tive medo do passado que não vivi
ainda bem que acordei a tempo, e pude ver que era real
Eu sobrevivi, eu fiz de conta e me enganei
que a felicidade estava ali, que foi amor, e que era dor
e nada além, apenas dor
E eu vi também, pelo espelho eu vi, o que era eu
sem saber de mim, e perdido eu fui, sem me levantar
e então caí, e sobrevivi, e eu me arrastei pra chegar aqui
E então, eu perdi a fé, e lembrei de mim
e me encontrei, de tanto que me perdi
tive que voltar, e não sabia do que passou, de tudo que perdi
quando me ceguei, e me fingi alguém que eu conheci
e se eu voltasse, voltasse primeiro e pudesse mudar, quem então eu seria agora?
e o tempo passou, a juventude se foi, o sonho se esvaiu,
a vaidade já não existe em mim, e eu me perdi de mim,
mas agora tanto faz, tudo que se foi, e o que não é e ainda vai ser
porque o estrago é do que gosto mais, porque o tempo ele não volta mais
ainda bem, que o que passou passou, e vai chegar o dia, e ainda bem
porque eu gosto mesmo é do estrago, e ver o gasto em mim, do tempo
e se eu fosse diferente? sabe lá como eu seria
e eu sei que não vou voltar porque eu já encontrei
ainda bem que eu me perdi, que eu me esqueci,
porque te reencontrei, de tanto que me perdi
se eu pudesse prever e pudesse escolher o que fosse dar errado,
se depende de mim a escolha, e o que sou é o que quis,
Então ficaremos bem pois tudo me leva a você
ainda bem que acordei a tempo, e pude ver que era real
Eu sobrevivi, eu fiz de conta e me enganei
que a felicidade estava ali, que foi amor, e que era dor
e nada além, apenas dor
E eu vi também, pelo espelho eu vi, o que era eu
sem saber de mim, e perdido eu fui, sem me levantar
e então caí, e sobrevivi, e eu me arrastei pra chegar aqui
E então, eu perdi a fé, e lembrei de mim
e me encontrei, de tanto que me perdi
tive que voltar, e não sabia do que passou, de tudo que perdi
quando me ceguei, e me fingi alguém que eu conheci
e se eu voltasse, voltasse primeiro e pudesse mudar, quem então eu seria agora?
e o tempo passou, a juventude se foi, o sonho se esvaiu,
a vaidade já não existe em mim, e eu me perdi de mim,
mas agora tanto faz, tudo que se foi, e o que não é e ainda vai ser
porque o estrago é do que gosto mais, porque o tempo ele não volta mais
ainda bem, que o que passou passou, e vai chegar o dia, e ainda bem
porque eu gosto mesmo é do estrago, e ver o gasto em mim, do tempo
e se eu fosse diferente? sabe lá como eu seria
e eu sei que não vou voltar porque eu já encontrei
ainda bem que eu me perdi, que eu me esqueci,
porque te reencontrei, de tanto que me perdi
se eu pudesse prever e pudesse escolher o que fosse dar errado,
se depende de mim a escolha, e o que sou é o que quis,
Então ficaremos bem pois tudo me leva a você
quarta-feira, 3 de abril de 2013
A verdade é que cansei
Cansei de faz de conta que acontece
Cansei de ser quem nunca fui, não sou e nem vou ser
E o que não é, não foi e nem será,
E fica apenas a ilusão, do que se quis e não se ralizou
Viver uma vida de mentiras
É nem mesmo ter vivido
É enganar-se, é viver estando morto
Como um estado de putrefação pulsante
E o que mais incomoda,
é que eu gosto mesmo é do estrago
de dizer sem pensar o que há tanto penso
de deixar chover as palavras, e ver no que vai dar
Porque eu quero mesmo é ferir,
Porque eu quero mesmo é queimar
Fazer arder de raiva, tudo que tanto doeu
E assim fazerem cinzas do que eu fui de mim
Fiz bandeira de farrapos, e remendei com papel
Só que o estrago que faz o tempo é curto demais pra ver
E talvez nunca seja exposto, é como a máscara e o rosto
Um aceno com a mão invisível
E se eu voltasse? Se eu fosse diferente? Quem eu seria?
Seria um arremedo de mim mesmo
Uma variação de um mesmo tema
Pois no final, podemos mudar o nome das coisas,
Mas elas continuarão sendo o que sempre serão
sexta-feira, 29 de março de 2013
Os perigos de encontrar um novo-velho amor
Os perigos de se encontrar um novo-velho amor
Há sempre aquela desconfiança, uma dúvida no ar, uma pergunta que não quer calar, mas deve. É um querer invadir a privacidade do outro, saber quem foram, e porque foram,
E no final é somente tortura, essa dúvida, essa certeza, de que não se foi, que seu espaço no lado da cama foi preenchido por outro, ou o que é pior por outros, que nas manhãs de domingo era ele quem levava café na cama, sem que nem porque era ele quem mandava flores, e colhia o sorriso do sol.
É não reconhecer, mas ter que acordar, que ver e enxergar, que aquele espaço vazio devia ser preenchido, uma hora seria ocupado. Que a tua ausência se fez mais presente talvez do que você, em todo tempo que estiveram juntos.
É encontrar os amigos que nunca tiveram, é pensar se ali no meio de sorrisos tímidos e desconfiados há algum que já foi compartilhado por ela, mesmo que em segredo, na confidencia do infinito, sob uma lua de prata e um tapete de estrelas.
É lembrar das viagens que nunca aconteceram, das brigas que nunca tiveram que pedir perdão, e após uma tempestade de palavras e, uma trovoada de gritos, as pazes embaixo do edredom
E não tente revirar o passado dela, você não irá gostar, porque ela é linda, porque ela não anda, flutua, não ensina, insinua. E você sabe de tudo que ela é capaz e, buscando isso você estará se matando aos poucos, é um suicídio lento, paulatino dia-a-dia.
E o pior não é se matar, é matar com isso todas as expectativas, matar com isso todas as possibilidades, do reencontro, de toda a história que não aconteceu, é matar o amor.
MSALES
sábado, 7 de julho de 2012
Ah, o amor, entra pela
porta da frente sem pedir licença, e vai invandindo, sem saber se é
bem vindo. E senta ali no centro, ocupa todo espaço, e se esparrama
pelo, naquela região ali, bem ali, no centro, no peito. Faz a gente
espancar o cerebro e pensar com aorta.
E por causa desse amor
a gente sofre, pisa, massacra, e faz que é feliz. Esquecemos de nós
mesmos, e nos colocamos no lugar desse amor. E quando é assim, não
é mais, não tem como ser. Porque o amor de verdade é tudo, menos
perfeito. Mas que amor é esse que nos faz, não sermos? Que amor é
esse que nos desrespeita, é egoísta, egocêntrico. Ah o amor....
Tem amor que não é
mais amor, é outra coisa, é tudo, menos amor. Eh mania que a gente
tem de dramatizar, de querer pular de um arranha-céu, fazer greve de
fome, e morrer. Ah a morte, é todo fim do amor, a morte. Sim
morremos nós, e morremos sós. Sim, sim, sozinhos, nascemos,
crescemos, e morremos sozinhos. Assim é o amor. E como dizem, o
mundo roda, a catraca gira...
E sim, vai passar, um
dia passa, só não vale insistir no que não dá mais, não é mais,
porque ai, vai ser um ser não sendo, querendo dois, não sendo um. E
ser dois sozinho, é não ser ninguém....
sábado, 19 de março de 2011
Sozinho
Carrego nas costas o peso da vida
No peito o sentimento do mundo
Com alma calejada pela vida
Vou seguindo sem rumo
Com o vazio de viver só
Tão e somente só vou trilhando meu caminho
Aprendendo a arte de ser sozinho
MSALES
quarta-feira, 16 de março de 2011
Mais que amor
Simplesmente amor
Antes o que era melancolia e dor
Agora simplesmente saudade
Não pergunte como ou por que
Respostas que não sei do amor dizer
Simplesmente quero você
É saudade, um sentimento que não sei o quê
Uma ausência tão presente que não sei onde
Busco resposta que sei em lugar nenhum haver
Somente a vontade e o querer
Não basta estar perto pra sentir
Ou estar longe pra dizer
É mais que uma vida de histórias
É mais que amor que sinto por você
MSales
MSales
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